quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Notícia de terra civilizada.

Era uma vez um cara do interior
Que vida boa, água fresca e tudo mais
Rádio notícia de terra civilizada
Entram no ar da passarada
E adeus paz
Agora é vencer na vida
O bilhete só de ida
Da fazenda pro mundão
Segue sem mulher nem filhos
Oh! Brilho cruel dos trilhos
Do trem que sai do sertão
E acreditou no sonho
Da cidade grande
E enfim se mandou um dia
E vindo viu e perdeu
E foi parar por engano
Numa delegacia
Lido e corrido relembra
Um ditado esquecido
Antes de tudo um forte
Com fé em Deus um dia
Ganha a loteria
Pra voltar pro Norte
Belchior.
O governo Cid e "o cabo de guerra".
A metáfora de que a conjuntura cearense é um “cabo de guerra” serve para definir bem a minha opinião sobre a mesa. De um lado o povo, o Brasil que emerge com a chegada do PT e aliados ao governo (não ao poder, pelo menos em parcela dele), os movimentos sociais, a inversão de prioridades enfim um projeto socializante de poder. Do outro lado FHC, Tasso, Serra, Malan, Aécio, o monopólio das comunicações, a concentração de renda, saber e poder.
No ceará iniciamos essa transição com muita luta e resistência ao período neoliberal que durou quase duas décadas, com privatização da Coelce, BEC, desmonte do serviço público, demissão de servidores, concentração de renda e desenvolvimento tímido e concentrador na Região metropolitana de Fortaleza. O governo Cid simboliza essa transição para o Ceará alinhado com o projeto nacional liderado por Lula, com a ação efetiva do Estado para suprir e atuar fortemente na superação das desigualdades. É inegável que essa transição estáem curso. Ela tem como marco inicial a vitória de Luizziane em 2004 para prefeitura de Fortaleza. Com essa as elites não contavam. E o melhor diferente de 1985, o projeto se consolida com a reeleição a petista que aglutinou uma importante força aliada da base do governo Lula que aprofunda cada vez mais a derrota da direita cearense em especial dos "novos donos do poder no Ceará", cuja maior expressão é o senador tucano neoliberal Tasso Jereissati.
O ritmo, os símbolos e sujeitos que caracterizam (inclusive na fala política de suas principais lideranças) esse processo de superação da “Era Tasso” é verdade ainda precisam de melhor demarcação e clarificação diferenciadora dos projetos. O povo clama por essa clareza e às vezes é implacável com uma nitidez pouco demarcadora, sobretudo na “fala política” de que lado ou quais os objetivos que um projeto quer alcançar. Na forma como se dá e pelos sujeitos essas diferenças se evidenciaram mais na medida em que a luta entre os dois projetos que acontece cotidianamente em todos os espaços da sociedade, na base, nos embates feitos pelo povo, no enfrentamento com as elites e sua lógica de dominar, alienar e se perpetuar no poder se torne mais frenético forçado a cada elemento desse rico e complexo processo definir o seu lado, tomar partido. Isso é inevitável.
Essa ruptura por seus elementos, simbólicos e principais atores não é algo simples, mas é necessária. É louvável o governador Cid demonstrar essa opção e ter feito a aliança que o elegeu preferencialmente com o PT. Portanto o PSDB foi derrotado, deveria está na oposição. Não está, tenta ainda ser o que não é na realidade. São os momentos finais de uma equação que não se fecha e fruto também da deformação absurda da nossa representação política que cria esses fenômenos. Tasso vem sendo derrotado paulatinamente, só não enxerga quem não quer. Mas os laços ou o laço que ainda liga esse velho período com o novo exigido pelo povo são chamados a se posicionarem de forma mais objetiva que antes sobre pena de que a história arraste em suas impiedosas águas junto com os entulhos do passado forças potencias construtores de outro modelo. O que por vacilo ou relações limites de classe (em não posicionarem em momentos como esse) significaram o apego ao passado.
Alguns ainda tentam reavivar o que o povo já supera no embate social político e ideológico vigoroso em curso no país.
É um verdadeiro “cabo de guerra” (o fiel que divide a corda ao meio) ainda tenta unificar dois lados se opondo inevitavelmente. Não permanecerá por muito tempo aliás, ou opta por um ou outro ou será pela força de um dos lados, nesta quadra tem prevalecido à força do povo e não das elites.
Na ultima quinta na posse de Luizianne na presidência do PT ficou evidente que o time de um novo país e que no governo Cid puxa a corda para o lado do povo (e sinceramente acho que assim também pensa o governador) cabo veio bem mais para esquerda, para o campo progressista. Deve prevalecer à força do povo, da base aliada do governo Lula. No palanque de quinta, ficou claro a necessidade de paciência para acertarmos os ponteiros da nossa unidade no plano nacional. Também ficou evidente e necessária a presença de outro potencial candidato ao senado (dois fortes candidatos da base aliada do governo Lula) nessa unidade, torna muito forte a chapa do lado “esquerdo da corda” e puxa definitivamente para a esquerda, pondo a possibilidade concreta de estabelecermos o ocaso do período neoliberal em terras patativenses derrotando em sua tentativa de reeleição o seu símbolo maior o senador neoliberal, apoiador de FHC e implacável oposicionista ao governo Lula Tasso Jereissati.
Portanto uma aliança desse campo e uma chapa que seja ocupada por essas forças tem amplas chances (não subestimemos os resquícios neoliberais) de impor uma derrota, se não definitiva, significativa em um modelo que legou ao nosso estado, concentração de renda, desigualdade e avanços parcos diante da divida social enorme que temos como milhões de irmãos cearenses que ainda sofrem com a lógica que herdamos e que estamos dando um salto para superá-la seja por conta do coronelismo dos sertões ou dos novos ricos aculturados e anti-povo que fizeram e fazem da miséria do povo o alimento das suas riquezas e a sustentação da sua opulência, arrogância e autoritarismo.
No ceará iniciamos essa transição com muita luta e resistência ao período neoliberal que durou quase duas décadas, com privatização da Coelce, BEC, desmonte do serviço público, demissão de servidores, concentração de renda e desenvolvimento tímido e concentrador na Região metropolitana de Fortaleza. O governo Cid simboliza essa transição para o Ceará alinhado com o projeto nacional liderado por Lula, com a ação efetiva do Estado para suprir e atuar fortemente na superação das desigualdades. É inegável que essa transição está
O ritmo, os símbolos e sujeitos que caracterizam (inclusive na fala política de suas principais lideranças) esse processo de superação da “Era Tasso” é verdade ainda precisam de melhor demarcação e clarificação diferenciadora dos projetos. O povo clama por essa clareza e às vezes é implacável com uma nitidez pouco demarcadora, sobretudo na “fala política” de que lado ou quais os objetivos que um projeto quer alcançar. Na forma como se dá e pelos sujeitos essas diferenças se evidenciaram mais na medida em que a luta entre os dois projetos que acontece cotidianamente em todos os espaços da sociedade, na base, nos embates feitos pelo povo, no enfrentamento com as elites e sua lógica de dominar, alienar e se perpetuar no poder se torne mais frenético forçado a cada elemento desse rico e complexo processo definir o seu lado, tomar partido. Isso é inevitável.
Essa ruptura por seus elementos, simbólicos e principais atores não é algo simples, mas é necessária. É louvável o governador Cid demonstrar essa opção e ter feito a aliança que o elegeu preferencialmente com o PT. Portanto o PSDB foi derrotado, deveria está na oposição. Não está, tenta ainda ser o que não é na realidade. São os momentos finais de uma equação que não se fecha e fruto também da deformação absurda da nossa representação política que cria esses fenômenos. Tasso vem sendo derrotado paulatinamente, só não enxerga quem não quer. Mas os laços ou o laço que ainda liga esse velho período com o novo exigido pelo povo são chamados a se posicionarem de forma mais objetiva que antes sobre pena de que a história arraste em suas impiedosas águas junto com os entulhos do passado forças potencias construtores de outro modelo. O que por vacilo ou relações limites de classe (em não posicionarem em momentos como esse) significaram o apego ao passado.
Alguns ainda tentam reavivar o que o povo já supera no embate social político e ideológico vigoroso em curso no país.
É um verdadeiro “cabo de guerra” (o fiel que divide a corda ao meio) ainda tenta unificar dois lados se opondo inevitavelmente. Não permanecerá por muito tempo aliás, ou opta por um ou outro ou será pela força de um dos lados, nesta quadra tem prevalecido à força do povo e não das elites.
Na ultima quinta na posse de Luizianne na presidência do PT ficou evidente que o time de um novo país e que no governo Cid puxa a corda para o lado do povo (e sinceramente acho que assim também pensa o governador) cabo veio bem mais para esquerda, para o campo progressista. Deve prevalecer à força do povo, da base aliada do governo Lula. No palanque de quinta, ficou claro a necessidade de paciência para acertarmos os ponteiros da nossa unidade no plano nacional. Também ficou evidente e necessária a presença de outro potencial candidato ao senado (dois fortes candidatos da base aliada do governo Lula) nessa unidade, torna muito forte a chapa do lado “esquerdo da corda” e puxa definitivamente para a esquerda, pondo a possibilidade concreta de estabelecermos o ocaso do período neoliberal em terras patativenses derrotando em sua tentativa de reeleição o seu símbolo maior o senador neoliberal, apoiador de FHC e implacável oposicionista ao governo Lula Tasso Jereissati.
Portanto uma aliança desse campo e uma chapa que seja ocupada por essas forças tem amplas chances (não subestimemos os resquícios neoliberais) de impor uma derrota, se não definitiva, significativa em um modelo que legou ao nosso estado, concentração de renda, desigualdade e avanços parcos diante da divida social enorme que temos como milhões de irmãos cearenses que ainda sofrem com a lógica que herdamos e que estamos dando um salto para superá-la seja por conta do coronelismo dos sertões ou dos novos ricos aculturados e anti-povo que fizeram e fazem da miséria do povo o alimento das suas riquezas e a sustentação da sua opulência, arrogância e autoritarismo.
Em homenagem aos 30 anos do PT.
Olha para o céu: tira teu chapéu
Pra quem fez a estrela nova - que nasceu
Traz o teu sorriso novo espacial
Pra quem fez a estrela artificial
Eu sei que agora a vida deixa de ser vã
Pois há mais luz na avenida
E mais um astro na manhã
Quem volta do seu campo,ao sol poente, vem dizer
Que a estrela é diferente e faz o trigo aparecer
Olha para o céu: tira o teu chapéu
Pra quem fez a estrela nova - que nasceu
Não é pra São Jorge, nem pra São João
Pois não é outra lua e não é balão
Quem mora no Oriente não vai se incomodar
Ao ver que no Ocidente a estrela quer passar
Não há mais abandono nem reino de ninguém.
Se a terra já tem dono, no céu ainda não tem
Por isso vem; deixa o cansaço, apressa o passo
E vem correndo pro terraço e abre os braços
Para o espaço que houver
Quem não quiser deixar a terra em que vivemos
Pelos astros onde iremos vai ouvir
Ver e contar tantas estrelas
Quantas forem nossas naves, noutros mares mais suaves
A voar, voar, voar.
Olha para o céu: tira teu chapéu
Pra quem fez a estrela nova - que nasceu
Traz o teu sorriso novo espacial
Pra quem fez a estrela artificial
Eu sei que agora a vida deixa de ser vã
Pois há mais luz na avenida
E mais um astro na manhã
Quem volta do seu campo,ao sol poente, vem dizer
Que a estrela é diferente e faz o trigo aparecer
Olha para o céu: tira o teu chapéu
Pra quem fez a estrela nova - que nasceu
Não é pra São Jorge, nem pra São João
Pois não é outra lua e não é balão
Quem mora no Oriente não vai se incomodar
Ao ver que no Ocidente a estrela quer passar
Não há mais abandono nem reino de ninguém.
Se a terra já tem dono, no céu ainda não tem
Por isso vem; deixa o cansaço, apressa o passo
E vem correndo pro terraço e abre os braços
Para o espaço que houver
Quem não quiser deixar a terra em que vivemos
Pelos astros onde iremos vai ouvir
Ver e contar tantas estrelas
Quantas forem nossas naves, noutros mares mais suaves
A voar, voar, voar,voar.
É quase óbvio que o Belchior não fez essa música para o PT, com certeza que não, mas ela é a cara do PT.
Pra quem fez a estrela nova - que nasceu
Traz o teu sorriso novo espacial
Pra quem fez a estrela artificial
Eu sei que agora a vida deixa de ser vã
Pois há mais luz na avenida
E mais um astro na manhã
Quem volta do seu campo,ao sol poente, vem dizer
Que a estrela é diferente e faz o trigo aparecer
Olha para o céu: tira o teu chapéu
Pra quem fez a estrela nova - que nasceu
Não é pra São Jorge, nem pra São João
Pois não é outra lua e não é balão
Quem mora no Oriente não vai se incomodar
Ao ver que no Ocidente a estrela quer passar
Não há mais abandono nem reino de ninguém.
Se a terra já tem dono, no céu ainda não tem
Por isso vem; deixa o cansaço, apressa o passo
E vem correndo pro terraço e abre os braços
Para o espaço que houver
Quem não quiser deixar a terra em que vivemos
Pelos astros onde iremos vai ouvir
Ver e contar tantas estrelas
Quantas forem nossas naves, noutros mares mais suaves
A voar, voar, voar.
Olha para o céu: tira teu chapéu
Pra quem fez a estrela nova - que nasceu
Traz o teu sorriso novo espacial
Pra quem fez a estrela artificial
Eu sei que agora a vida deixa de ser vã
Pois há mais luz na avenida
E mais um astro na manhã
Quem volta do seu campo,ao sol poente, vem dizer
Que a estrela é diferente e faz o trigo aparecer
Olha para o céu: tira o teu chapéu
Pra quem fez a estrela nova - que nasceu
Não é pra São Jorge, nem pra São João
Pois não é outra lua e não é balão
Quem mora no Oriente não vai se incomodar
Ao ver que no Ocidente a estrela quer passar
Não há mais abandono nem reino de ninguém.
Se a terra já tem dono, no céu ainda não tem
Por isso vem; deixa o cansaço, apressa o passo
E vem correndo pro terraço e abre os braços
Para o espaço que houver
Quem não quiser deixar a terra em que vivemos
Pelos astros onde iremos vai ouvir
Ver e contar tantas estrelas
Quantas forem nossas naves, noutros mares mais suaves
A voar, voar, voar,voar.
É quase óbvio que o Belchior não fez essa música para o PT, com certeza que não, mas ela é a cara do PT.
Fotografia 3X4
Eu me lembro muito bem do dia em que eu cheguei
Jovem que desce do norte pra cidade grande
Os pés cansados e feridos de andar legua tirana...nana
E lágrima nos olhos de ler o Pessoa
e de ver o verde da cana..
Em cada esquina que eu passava
um guarda me parava, pedia os meus documentos e depois
sorria, examinando o três-por-quatro da fotografia
e estranhando o nome do lugar de onde eu vinha.
Pois o que pesa no norte, pela lei da gravidade,
disso Newton já sabia! Cai no sul grande cidade
São Paulo violento, Corre o rio que me engana..
Copacabana, zona norte
e os cabares da Lapa onde eu morei
Mesmo vivendo assim, não me esqueci de amar
que o homem é pra mulher e o coração pra gente dar,
mas a mulher, a mulher que eu amei
não pode me seguir não
esses casos de familia e de dinheiro eu nunca entendi bem
Veloso o sol não é tao bonito pra quem vem
do norte e vai viver na rua
A noite fria me ensinou a amar mais o meu dia
e pela dor eu descobri o poder da alegria
e a certeza de que tenho coisas novas
coisas novas pra dizer
a minha história é ... talvez
é talvez igual a tua, jovem que desceu do norte
que no sul viveu na rua
e que ficou desnorteado, como é comum no seu tempo
e que ficou desapontado, como é comum no seu tempo
e que ficou apaixonado e violento como, como você
Eu sou como você. Eu sou como você. Eu sou como você
que me ouve agora. Eu sou como você. COmo Você.
Jovem que desce do norte pra cidade grande
Os pés cansados e feridos de andar legua tirana...nana
E lágrima nos olhos de ler o Pessoa
e de ver o verde da cana..
Em cada esquina que eu passava
um guarda me parava, pedia os meus documentos e depois
sorria, examinando o três-por-quatro da fotografia
e estranhando o nome do lugar de onde eu vinha.
Pois o que pesa no norte, pela lei da gravidade,
disso Newton já sabia! Cai no sul grande cidade
São Paulo violento, Corre o rio que me engana..
Copacabana, zona norte
e os cabares da Lapa onde eu morei
Mesmo vivendo assim, não me esqueci de amar
que o homem é pra mulher e o coração pra gente dar,
mas a mulher, a mulher que eu amei
não pode me seguir não
esses casos de familia e de dinheiro eu nunca entendi bem
Veloso o sol não é tao bonito pra quem vem
do norte e vai viver na rua
A noite fria me ensinou a amar mais o meu dia
e pela dor eu descobri o poder da alegria
e a certeza de que tenho coisas novas
coisas novas pra dizer
a minha história é ... talvez
é talvez igual a tua, jovem que desceu do norte
que no sul viveu na rua
e que ficou desnorteado, como é comum no seu tempo
e que ficou desapontado, como é comum no seu tempo
e que ficou apaixonado e violento como, como você
Eu sou como você. Eu sou como você. Eu sou como você
que me ouve agora. Eu sou como você. COmo Você.
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Ofensiva imperialista no Afeganistão
Operação dos marines ainda encontra resistência em Majah
Franco-atiradores da resistência afegã atacaram nesta segunda-feira (15) tropas de marines estadunidenses que tentam se apoderar da cidade de Marjah, no sul do país. Este foi o terceiro dia da maior ofensiva da Otan desde a invasão do Afeganistão, em 2001, mobilizando 15 mil soldados, entre americanos, afegãos e britânicos.
Segundo porta-vozes do Pentágono, o avanço da ofensiva é lento devido a "enfrentamentos esporádicos" e disparos dos combatentes do Talibã nos bairros de Marjah. As caravanas de veículos blindados só conseguiram avançar 500 metros, em uma área de vielas, enquanto uma escolta de infantaria protegia os veículos do fogo dos combatentes muçulmanos, apesar de uma eufórica declaração anterior dizer que Marjah e a vizinha cidade de Nad Ali estavam "sob controle".
"Estamos fazendo sólidos progressos, mas sendo muito metódicos na detecção e limpeza das rotas, numa área pesadamente saturada de IEDs", comentou o capitão dos marines Abraham Sipe para a Reuters. IED é a sigla de improvised explosive devices (artefatos explosivos improvoisados), como os ocupantes chamam as bombas afegãs de fabricação caseira.
Por duas vezes as tropas de marines foram detidas por uma pesada barreira de disparos, quando tentavam alcançar um mercado na cidade. Outra coluna militar reportou que foi alvo de três equipes de atiradores postadas em posições distintas.
As baixas fatais, conforme estas mesmas fontes, incluem cinco soldados dos EUA e dois ingleses, assim como 12 descritos como rebeldes e 17 civis. Doze civis foram bombardeados por engano pelo Pentágono – quando dois mísseis se desviaram 300 metros de seu alvo e atingiram uma residência matando os moradores. Outros cinco, também admitidos pelo Pentágono, morreram na cidade de Zhari, também atingidos "por engano" pela artilharia.
Já um porta-voz da resistência afegã, citado pela AIP, disse que 13 soldados estrangeiros morreram e sete ficaram feridos em Marjah desde o sábado, quando começou a operação. Os ocupantes estrangeiros mortos no Afeganistão desde 1º de janeiro somam 74, conforme o site icasualities.org.
Zeina Khodr, correspondente da TV árabe Al Jazira em Cabul, escreveu que a resistência é limitada, mas mostra que os combatentes talibãs ainda operam em Majah. "Embora não se veja, por exemplo, combates corpo a corpo, parece que o talibã não irá embora por enquanto", disse a jornalista.
"As tropas [de ocupação] estão avançando mas num processo lento, pois a área é pesadamente minada por explosivos", disse Zeina.
Marjah fica na província de Helmand, fronteiriça com o Paquistão, e possui 120 mil habitantes, contando a população dos arredores. A região é um centro de cultivo de papoulas, usadas para a produção de ópio e heroína – que voltou a prosperar depois da invasão estadunidense de 2001.
A chamada Operação Moshtarak é considerada como a estréia da estratégia do presidente Barack Obama no Afeganistão. Seu objetivo é controlar a região sul do país, de modo que o governo Karzai consiga se estabelecer. No entanto, conforme a Al Jazira, "o êxito de longo prazo da ofensiva parece depender dela conseguir o apoio da população local, o que será dificultado pela morte de civis".
Franco-atiradores da resistência afegã atacaram nesta segunda-feira (15) tropas de marines estadunidenses que tentam se apoderar da cidade de Marjah, no sul do país. Este foi o terceiro dia da maior ofensiva da Otan desde a invasão do Afeganistão, em 2001, mobilizando 15 mil soldados, entre americanos, afegãos e britânicos.
Segundo porta-vozes do Pentágono, o avanço da ofensiva é lento devido a "enfrentamentos esporádicos" e disparos dos combatentes do Talibã nos bairros de Marjah. As caravanas de veículos blindados só conseguiram avançar 500 metros, em uma área de vielas, enquanto uma escolta de infantaria protegia os veículos do fogo dos combatentes muçulmanos, apesar de uma eufórica declaração anterior dizer que Marjah e a vizinha cidade de Nad Ali estavam "sob controle".
"Estamos fazendo sólidos progressos, mas sendo muito metódicos na detecção e limpeza das rotas, numa área pesadamente saturada de IEDs", comentou o capitão dos marines Abraham Sipe para a Reuters. IED é a sigla de improvised explosive devices (artefatos explosivos improvoisados), como os ocupantes chamam as bombas afegãs de fabricação caseira.
Por duas vezes as tropas de marines foram detidas por uma pesada barreira de disparos, quando tentavam alcançar um mercado na cidade. Outra coluna militar reportou que foi alvo de três equipes de atiradores postadas em posições distintas.
As baixas fatais, conforme estas mesmas fontes, incluem cinco soldados dos EUA e dois ingleses, assim como 12 descritos como rebeldes e 17 civis. Doze civis foram bombardeados por engano pelo Pentágono – quando dois mísseis se desviaram 300 metros de seu alvo e atingiram uma residência matando os moradores. Outros cinco, também admitidos pelo Pentágono, morreram na cidade de Zhari, também atingidos "por engano" pela artilharia.
Já um porta-voz da resistência afegã, citado pela AIP, disse que 13 soldados estrangeiros morreram e sete ficaram feridos em Marjah desde o sábado, quando começou a operação. Os ocupantes estrangeiros mortos no Afeganistão desde 1º de janeiro somam 74, conforme o site icasualities.org.
Zeina Khodr, correspondente da TV árabe Al Jazira em Cabul, escreveu que a resistência é limitada, mas mostra que os combatentes talibãs ainda operam em Majah. "Embora não se veja, por exemplo, combates corpo a corpo, parece que o talibã não irá embora por enquanto", disse a jornalista.
"As tropas [de ocupação] estão avançando mas num processo lento, pois a área é pesadamente minada por explosivos", disse Zeina.
Marjah fica na província de Helmand, fronteiriça com o Paquistão, e possui 120 mil habitantes, contando a população dos arredores. A região é um centro de cultivo de papoulas, usadas para a produção de ópio e heroína – que voltou a prosperar depois da invasão estadunidense de 2001.
A chamada Operação Moshtarak é considerada como a estréia da estratégia do presidente Barack Obama no Afeganistão. Seu objetivo é controlar a região sul do país, de modo que o governo Karzai consiga se estabelecer. No entanto, conforme a Al Jazira, "o êxito de longo prazo da ofensiva parece depender dela conseguir o apoio da população local, o que será dificultado pela morte de civis".
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