quarta-feira, 24 de junho de 2009

Capitalismo selvagem. Bota selvagem nisso. Economia internacional Bancos recebem em 1 ano 9 vezes mais que países pobres em 50

A indústria financeira internacional recebeu no último ano quase dez vezes mais dinheiro público em ajuda do que todos os países pobres em meio século, segundo aponta um relatório divulgado nesta quarta-feira pela Campanha da ONU pelas Metas do Milênio.

Segundo a organização, que promove o cumprimento das metas das Nações Unidas para o combate à pobreza no mundo, os países em desenvolvimento receberam em 49 anos o equivalente a US$ 2 bilhões em doações de países ricos.

Apenas no último ano, os bancos e outras instituições financeiras ameaçadas pela crise global receberam US$ 18 bilhões em ajuda pública.

A divulgação do relatório coincide com o início de uma conferência entre países ricos e pobres na sede da ONU, em Nova York, para discutir o impacto da pior crise econômica mundial desde os anos 1930.

O encontro, que acontece até o dia 26, tem como principal objetivo "identificar as respostas de emergência para mitigar o impacto da crise a longo prazo", segundo a convocação das Nações Unidas. Um dos principais desafios da reunião será conseguir um compromisso que permita unir países industrializados e em desenvolvimento para definir uma nova estrutura financeira mundial, prestando atenção especial às populações mais vulneráveis.

Vontade política
O relatório da Campanha pelas Metas do Milênio argumenta que a destinação de dinheiro ao desenvolvimento dos países mais pobres não é uma questão de falta de recursos, mas sim de vontade política.

"Sempre digo que se você fizer uma promessa e não cumprir, é quase um pecado, mas se fizer uma promessa a pessoas pobres e não cumprir, então é praticamente um crime", disse à BBC o diretor da Campanha pelas Metas do Milênio, Salil Shetty.

"O que é ainda mais paradoxal é que esses compromissos (firmados pelos países ricos para ajudar os pobres) são voluntários. Ninguém os obriga a firmá-los, mas logo eles são renegados", lamentou.

"O que pedimos de verdade é que nas próximas reuniões, na ONU nesta semana, e na cúpula do G-8 (em julho), os países ricos apresentem uma agenda clara para cumprir com as promessas que fizeram", disse Shetty.

O relatório da organização observa ainda que a crise mundial piorará a situação dos países mais pobres. Na última semana, a FAO (Organização para a Agricultura e Alimentação) afirmou que a crise deixará 1 bilhão de pessoas em todo o mundo passando fome.

Para Shetty, é importante que os países pobres também participem de qualquer discussão sobre a crise financeira global.

"Hoje eles não têm nenhuma voz nas principais instituições financeiras. Enquanto não participarem da tomada de decisões, as coisas nunca vão mudar", afirmou.

fonte www.terra.com.br

Tirem suas conclusões

Embaixador diz que Coréia do Norte se arma para se proteger


A Coréia do Norte não quer ser o Iraque. Foi a vulnerabilidade militar do Iraque e do Afeganistão que permitiu a invasão dos dois países pelos Estados Unidos. A Coréia do Norte, ameaçada por 37 mil soldados estadunidenses estacionados no Sul da Coréia, está desenvolvendo, por seus próprios meios tecnológicos, armas nucleares para se defender. A avaliação foi feita pelo embaixador da Coréia do Norte, PaK Hyok, em reunião realizada pela Cebrapaz, na noite desta segunda-feira (22), em Brasília.



Fala do embaixador (ao centro) colabora com Cebrapaz

“Constatamos que perder a independência é fácil, mas recuperá-la é longo e difícil”, disse em português fluente, acrescentando que “um país pequeno, para enfrentar uma grande potência, não tem como se defender se não estiver devidamente armado.”


Ele admite que o seu país vem fortalecendo a capacidade defensiva como prioridade da política nacional. “Também queremos desenvolver a tecnologia da bomba atômica, porque estão estacionados próximos à Coréia homens e armas nucleares”, disse, destacando que “toda nação tem o direito de se defender.”


Essa nova situação, em que a mídia do mundo ocidental expõe a Coréia do Norte como uma ameaça à paz mundial, foi criada pelo presidente George Bush, que rompeu unilateralmente o acordo. Em 1994, quando o presidente Kim Il Sung morreu e foi sucedido por seu filho, Kim Jong Il, foi assinado acordo entre os dois países. O Governo (Bill) Clinton foi um período de pacificação. Quando Bush assumiu o poder, adotou atitude agressiva e unilateral colocando o país na lista do Eixo do Mal e estigmatizando-o como país terrorista.


“Nessas circunstâncias era preciso fortalecer a nossa capacidade nuclear”, conta o embaixador norte-coreano, estendendo as críticas ao novo presidente dos Estados Unidos, Barak Obama, que já está há seis meses no poder e não acena com solução para retirada da influência dos Estados Unidos no país. Ele lembra que a reunificação das duas Coréias deve ocorrer sem a interferência externa.


As críticas do embaixador também são dirigidas ao Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) que condenou o lançamento dos satélites feito pela Coréia. Ele defende um assento permanente para o Brasil no Conselho de Segurança para por fim à hegemonia das potências mundiais.


Desigualdade flagrante e grosseira


“Nosso país publicou declaração dizendo que os cinco países do Conselho de Segurança (Estados Unidos, China, Reino Unido, França e Rússia), com o poder de veto, tem os maiores armamentos nucleares do mundo e ninguém pode questioná-los, porque eles podem vetar.” Para Pak Hyok, essa é uma “desigualdade flagrante e grosseira.” Dos 2054 testes nucleares já realizados, 99% foram realizados pelos cinco países.


O embaixador acusa o Conselho de Segurança da ONU de ter cometido dois crimes contra a Coréia do Norte. Em 1950, quando permitiu que vários países enviassem reforço na Guerra da Coréia e agora, aplicando sanções econômicas em represália pelos testes nucleares.


Pak Hyok diz que o seu país não reconhece a decisão do Conselho de Segurança, “que é injusto”, e exige pedido de desculpas pelo que considera interferência em um país independente.


Ele cita várias situações em que o Conselho de Segurança agiu de forma destoante da que assume agora contra a Coréia: outros países lançaram satélites semelhantes e não foram questionados; na Coréia do Sul estão estacionados 37 mil soldados norte-americanos; o Afeganistão e o Iraque foram engolidos pelos Estados Unidos, que não foram condenados, apesar da recriminação da invasão pela ONU. Todas essas situação demonstram que o Conselho de Segurança da ONU usa dois pesos e duas medidas.


Potência socialista


O embaixador norte-coreano disse que no século 21, a situação mudou e a crise econômica dos países capitalistas demonstra que a alternativa é o socialismo. E estimulou à ação concreta e prática, mas do que o discurso de denúncia dessa situação. Elogiou os BRIC (união dos países em desenvolvimento Brasil, Rússia, Índia e China) e o próprio Brasil e enfatizou a necessidade de tomar medidas independentes para conquistar a ordem multipolar. Os elogios foram estendidos ao PCdoB, “que contribui para essa independência do Brasil.”


Sobre a Coréia do Norte, ele disse que “até 2012 vamos construir uma potência socialista, inclusive sob ponto de vista econômico, lembrando que o país tem se desenvolvido com sua própria matéria-prima, tecnologia e mão-de-obra.”


O dirigente do PCdoB, Pedro Oliveira, que visitou o país, disse que a realidade do País desmente as matérias veiculadas na mídia brasileira, citando a revista Veja que mostrou o país como miserável. Ele citou exemplos na área de educação, saúde, meio ambiente, além das questões militares, se manifestando impressionado com a capacidade do povo coreano em todos os sentidos.


O presidente da Cebrapaz no Distrito Federal, Paulo Guimarães, agradeceu a fala do embaixador, destacando que representa importante contribuição para a Assembléia Nacional do Cebrapaz, que acontecerá de 24 de 26 julho, no Rio de Janeiro.


De Brasília
Márcia Xavier

Do site www.vermelho.org.br


AL discute em audiência papel do Estado na educação

A Assembleia Legislativa do Ceará realizou nesta segunda-feira, 22, à tarde, nos auditórios 1 e 3 do Complexo das Comissões Aquiles Peres Mota, audiência pública para discutir o papel do Estado na garantia do direito à educação de qualidade, ação da Conferência Nacional de Educação 2010.

O presidente da Comissão de Educação, Cultura e Desporto, deputado Artur Bruno (PT), que solicitou o debate, ressaltou sua importância em todos os âmbitos da educação, da infantil a profissional. "Falta ao Ceará um fórum que articule globalmente esse debate e discuta com todos os atores da educação pública, professores, família, alunos. Com esse fórum permanente, as avaliações da educação terão maiores resultados", afirmou o parlamentar.

A coordenadora da Comissão Organizadora da Conferência Estadual de Educação, Carmesita Passos, destacou o objetivo do evento, lembrando que os municípios do Estado estarão realizando seus debates e enviarão seus resultados para a comissão. "Estaremos recebendo as propostas e reclamações dos municípios no dia 14 de agosto, para prepararmos o documento oficial que será enviado à comissão da Conferência Nacional", explicou ela.

Durante o debate, a professora Sofia Lerche, professora da Universidade Federal do Ceará (UFC), contextualizou o papel do Estado na educação por meio da Constituição e suas mudanças já sofridas, que serviram de base para a discussão. O diretor presidente do Centro de Tecnologia (Centec), Samuel Brasileiro, defendeu o problema da educação, não só como de regulação, mas também, como vontade política. "A educação profissional sequer é um direito. Não pensar nela é desassistir grande parte da população", pontuou ele.

A coordenadora da Coordenadoria de Projetos e Acompanhamento Curricular da Pró-Reitoria de Graduação da UFC, Inês Mamede considerou o momento de extrema importância: "estamos construindo o Sistema Nacional de educação". Ela ainda reclamou ao Estado a obrigatoriedade e o financiamento da educação Infantil, "a criança de 0 a 5 anos está num período de evolução rápida, onde a oralidade e a escrita estão sendo desenvolvidas".

Estiveram presentes na audiência a coordenadora da Célula de Ensino Superior da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Educação Superior do Estado do Ceará (Secitece), Socorro Osterne e a professora do curso de Pedagogia da Universidade Estadual do Ceará (Uece), Josete Sales. (LA/AF)

Exercendo a democracia. Bom Exemplo












O vereador Ronivaldo Maia fez um balanço dos primeiros meses de mandato e apresentou projetos importantes que estão sendo construidos coletivamente.

O 2º encontro do Conselho Político do mandato Companheiro da Nossa Gente aconteceu no último sábado, 20 de junho, e contou com a participação de diversos companheiros e companheiras que constrõem coletivamente a atuação parlamentar do vereador Ronivaldo Maia.

Para iniciar a reunião, o vereador fez um balanço dos primeiros meses na Câmara Municipal nos quais teve a oportunidade de debater pautas importantes dos movimentos sociais, como a luta das mulheres, da juventude, da economia solidária e do meio ambiente.

"Têm sido uma alegria constante contribuir com as lutas sociais através do nosso mandato. A audiência pública pelo marco legal da economia solidária é um marco nesse processo de construção coletiva de relevantes iniciativas que vão melhorar a vida das pessoas", destacou o vereador.

Após o balanço, a assessoria do vereador também apresentou dois projetos que estão sendo encaminhados com amplo debate com movimentos sociais; o primeiro trata da consolidação de políticas municipais de enfrentamento da drogadição na juventude e o segundo sobre a regulamentação da profissão de artesão.

O Conselho Político do mandato reúne-se a cada dois meses e comporta representações de movimentos sociais, sindicatos e da gestão municipal. Acompanhando nosso site, você fica por dentro de outras atividades promovidas pelo mandato.

Mantega diz que bancos públicos ganharam importância

Os bancos públicos são poderosos instrumentos de resistência à crise. Foi o que afirmou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, que esteve presente no seminário “Bancos Públicos: Financiamento ao Desenvolvimento e Regulação Bancária”, em São Paulo.
"Se havia alguma dúvida com relação à importância dos bancos públicos, a crise financeira deixou clara essa importância", enfatizou o ministro. Ele destacou que os bancos públicos são essenciais em momentos de crise, principalmente por funcionarem bem como mecanismo de política monetária. Para ele, as instituições estatais têm alto poder sobre o crédito, o que implica naturalmente em maior liquidez do sistema e melhores taxas.
Segundo o ministro, as economias que menos sofrem com a crise são as que têm sistema econômico estável e uma forte participação dos bancos públicos. Nos países emergentes que formam o chamado BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), como mostrou Mantega, os bancos públicos são responsáveis por uma média de 45% do total de crédito do sistema econômico.
Só no Brasil essa participação chega a 37,5%, sendo que antes da crise era de 34%. Como base de comparação, a fatia de mercado atual dos bancos privados nacionais é de 42% e a dos estrangeiros, 20%. "Quem está sustentando o aumento do crédito nessas economias são justamente os bancos públicos. Se dependêssemos somente dos bancos privados, estaríamos muito pior", disse o ministro.
Na mesma linha, a presidente da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Ramos Coelho, também presente ao evento, afirmou que o papel dos bancos públicos é mais importante hoje no Brasil, pois o fortalecimento dessas instituições ocorre ao mesmo tempo em que os bancos privados reduzem o desembolso de crédito. "Hoje combatemos a crise gerando liquidez e crédito e reduzindo o spread e o juros", disse.

Eficiência e lucratividade

Enquanto os bancos privados focam o crédito de curto prazo, os públicos se dirigem a investimentos de longo prazo, que, segundo Mantega, envolvem os setores pouco assistidos e ávidos por recursos no país. Além disso, os bancos públicos fomentam a concorrência no sistema financeiro brasileiro. "Temos um sistema bancário bastante concentrado e, com a alta participação dos bancos públicos, a concorrência melhora", acrescentou o ministro.
Mantega destacou ainda a eficiência e lucratividade dos bancos públicos brasileiros, que são hoje submetidos a altos padrões de eficiência e produtividade. O papel do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), segundo ele, vem ganhando importância quando comparado a outros instituições de fomento no mundo.
Em termos de desembolso, enquanto o Banco Mundial (Bird) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) liberam juntos US$ 18 bilhões, os aportes do BNDES totalizam hoje 49,8 bilhões. "Tenho certeza que os bancos públicos brasileiros estão cumprindo bem sua missão", concluiu.

A informação é do Valor Online

E existe isso no ninho neoliberal?

Partidos formam Comitê pela Apuração do Caixa 2 de prefeito tucano

Lideranças dos partidos PSC, PCdoB, PMN, PT, PMDB e PRTB se reuniram na tarde desta terça-feira (23) e decidiram pela formação imediata do Comitê pela Apuração do Caixa 2 do prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB). Entre as primeiras decisões tomadas, está o apoio à instalação de uma CPI na Câmara Municipal para apurar o suposto Caixa 2 nas eleições de 2008. Para a instalação da CPI, são necessárias 13 assinaturas. Até agora, os cinco vereadores da oposição já confirmaram que irão assinar o documento. O PSC, representado pelo presidente municipal da legenda, Lineu Tomass, informou que o partido definiu pela assinatura do vereador Julio Sobota (“Julião da Caveira”).

A partir de amanhã (24), também será formado um comitê jurídico que irá analisar as medidas jurídicas cabíveis para o caso. Todas as ações, no âmbito jurídico, serão tomadas e decididas coletivamente.

O Comitê pela Apuração do Caixa 2 organiza para os próximos dias mobilizações de rua, no intuito de informa a população a respeito dos crimes praticados pelos representantes da Prefeitura de Curitiba. Na próxima sexta-feira (26) o comitê engrossa a mobilização convocada pelos movimentos sociais, sindicatos e entidades que pedirão o apoio da população para a instalação da CPI e a punição pela Justiça de todos os culpados. O ato está marcado para às 17h, na Boca Maldita.

Participaram da reunião os vereadores do PT Vereadora Professora Josete, Jonny Stica, os do PMDB Algaci Tulio e Vereadora Noemia. Representando os partidos estavam: André Passos ( PT de Curitiba), Doático Santos (PMDB), Milton Alves (Pcdob), Mario Ferrari (Pcdob), Carlos Moreira (PMDB), Lineu Tomass (PSC), Augusto Gonçalves (PMN) e Marino Teixeira (PRTB) e Edson Feltrin, que ainda hoje ocupa cargo no PSDB.


Assessoria de imprensa/PT Curitiba

Não confundamos operação tapa-buracos com operação milagre.

Reportagem de um jornal da capital cearense de hoje confunde operação tapa-buracos com operação milagre. Matéria em um dos jornais diz o obvio: que buracos continuam após um mês do inicio da operação tapa-buraco. É óbvio, foi muita, (choveu muito de ontem para hoje) muita, muita, muita chuva. Muito acima da média histórica em uma cidade impermeabilizada de forma desorganizada. As conseqüências estão ai. Se alguém falasse algo na época era um absurdo, contra o progresso e o poder civilizatório do asfalto. É evidente que o processo ainda durará alguns dias, messes até. Não confundamos operação tapa-buraco com operação milagre.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Núcleo base. Ira

Secretaria Nacional de Formação do PT tem novo titular

A Secretaria Nacional de Formação do PT tem novo titular. Carlos Henrique Árabe (SP), indicado pela chapa Mensagem ao Partido, substituirá Joaquim Soriano.

O nome do novo secretário foi referendado pelo Diretório Nacional.

Por isso a reação desesperada de uma minoria elitista e conservadora . A Prfeitura é só trabalho, trabalho e mais trabalho.













Começam obras da nova rua Demétrio de Menezes

A construção da via irá permitir a ampliação do Terminal do Antônio Bezerra.

A Prefeitura Municipal de Fortaleza, por meio do Programa de Transporte Urbano de Fortaleza (Transfor), deu início à construção da nova rua Demétrio de Menezes, que dá acesso à Perimetral, onde já estão sendo realizados os serviços de terraplanagem e pavimentação. A via foi deslocada para permitir a ampliação do Terminal do Antônio Bezerra, que irá beneficiar cerca de 235 mil usuários das 36 linhas de ônibus que circulam diariamente por lá. A obra de ampliação do terminal terá investimento total de R$ 11,2 milhões e a previsão para conclusão é de oito meses.

Após as obras, o terminal terá uma área superior ao dobro da atual, passando de 12.700 m2 para 29.500 m2. Além disso, as entradas e saídas de veículos, pelas avenidas Mister Hull e Coronel Carvalho, facilitarão a circulação de novos ônibus que serão implementados no Sistema Integrado de Transporte Público da cidade a partir de 2010. Articulados e acessíveis, esses veículos têm capacidade para até 160 pessoas.

Tendo em vista a integração de pedestres e ciclistas, o terminal terá um “bicicletário” destinado à guarda das bicicletas dos usuários do sistema de transporte e serão criadas vagas de estacionamento para táxi e mototáxi junto ao local de acesso de pedestres. Toda a obra será pautada pela acessibilidade, prevendo inclusive a construção de plataformas que permitem o embarque em nível, ou seja, sem degraus.

Entre outras melhorias, o terminal irá receber uma nova pavimentação em concreto, que é mais resistente e adequada ao intenso fluxo de veículos pesados. O projeto de arquitetura prevê ainda uma torre de observação - para o controle e a fiscalização do serviço prestado à população - e uma área de convivência para os operadores de transporte.

“Com a reforma dos terminais do Antônio Bezerra e do Papicu, que acontecem nesta primeira etapa do Transfor, mais de 500 mil pessoas serão beneficiadas com a ampliação do espaço e a redução das filas”, afirma o coordenador do programa, Daniel Lustosa. Durante a gestão da prefeita Luizianne Lins, os terminais passaram por reformas na pavimentação e iluminação. Futuramente, os terminais do Siqueira e da Parangaba também serão ampliados e humanizados.

Sobre o Transfor - Baseado nos conceitos de coletividade e mobilidade urbana sustentável, além da acessibilidade universal, o Transfor irá priorizar o transporte público, implantando três corredores exclusivos para a sua circulação: Antônio Bezerra/Papicu, Augusto dos Anjos/José Bastos e Senador Fernandes Távora/Expedicionários. No total, são 45 km de corredores de transporte, 14 km de duplicações e alargamentos viários, 23 km de restaurações viárias, 30 km de ciclovias, 82 km de rede de drenagem, 164 km de calçadas padronizadas e acessíveis, ampliação e humanização de quatro terminais de integração, 12 obras d'arte – como túneis, viadutos e passarelas, 122 semáforos inteligentes, dentre outras melhorias. A renovação da frota também está prevista com a aquisição de 200 ônibus acessíveis e articulados.